Adaptar A relíquia de Eça de Queiroz foi mais prazeroso do que um desafio. Logo de início, a história me sensibilizou por sua força e sarcasmo. Acabou por ser muito fácil construir seu roteiro. Simplesmente roubei a trama original e a tratei como se a idéia original fosse minha. Reescrevi todo o texto a meu modo, mas procurei manter o mesmo espírito e a mesma contundência original do mestre. Somente em duas ou três ocasiões utilizei trechos escritos pelo Eça. Destaco o recordatório do primeiro quadro da página 196 do livro. O conteúdo é demasiadamente ousado e eu não poderia ocultar tamanha coragem de Eça de Queiroz em escrever tal coisa no final do século 19.